Tartaruga-cabeçuda resgatada em Regência engoliu um anzol, diz veterinário

A tartaruga está com sintomas de mal-estar e vai passar por mais exames. Ela pesa 94 quilos e está com quadro de anemia.

Tartaruga-cabeçuda resgatada em Regência engoliu um anzol, diz veterinário
A tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) que foi resgatada com sinais de afogamento em Regência, Linhares, engoliu um anzol que está preso dentro do corpo do animal. A informação é do Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram), que está cuidando do animal.

O médico veterinário e diretor do Ipram, Luis Felipe Mayorga, disse ao g1 que foi feito um raio-x no animal, que apontou que a tartaruga está com um anzol preso no esôfago e com o intestino distendido por excesso de gases. No entanto, outros exames ainda são necessários para entender a condição de saúde do animal

"Se o anzol tem um nylon preso, não sabemos o tamanho dele, não aparece no exame radiográfico. Vamos fazer uma exploração nos próximos dias, o que precisa ser feito com o animal sedado. Estamos preparando tudo para fazer um procedimento anestésico seguro, para avaliar o nível de complicação dessa lesão. É cedo ainda para dizer, mas se pensar que um animal desse tamanho, com essa força, está debilitado por causa de um anzol e um nylon, provavelmente os danos são extensos. O animal está sentindo", descreveu o diretor do Ipram.

A tartaruga pesa cerca de 94 quilos e está com quadro de anemia. Ainda de acordo com Luis Felipe Mayorga, casos como esse costumam ser registrados principalmente nesse período do ano, quando a espécie se reproduz.

"É um animal adulto que está em temporada de reprodução. A suspeita é de afogamento. Esses animais respiram por pulmões como nós. Eles têm que subir pra respirar de tempos em tempos. Se ela [a tartaruga] ficar presa em um anzol ou numa rede de pesca, se asfixia ou se afoga. Essa tartaruga tem uma marca linear na nadadeira esquerda sugerindo que ela tenha ficado presa em algum artefato", explicou o médico veterinário.

O médico veterinário também disse que desde que o animal chegou ao Ipram tem recebido medicação para dor, anti-inflamatórios e analgésicos, além de soro na veia.

"Ela não apresentou nenhuma melhora. A tartaruga é um tanque de guerra. É muito resistente. Quando um animal desse encalha precisando de ajuda é porque o caso é muito grave. Ela ainda não fez os exames porque, por exemplo, a gente não tem a facilidade de colocar ela no veículo e levar para uma clínica de raio-x. Vai ter que vir um raio-x portátil pra fazer os exames dela", detalhou o diretor do Ipram.




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